Brasileira e carioca, Marisa Furtado de Oliveira (nascida em 1963) conheceu Will Eisner quando trabalhava como chefe de relações internacionais da 1ª Bienal Internacional de Quadrinhos.
Lançado no Brasil em 1999, o documentário Will Eisner: Profissão Cartunista, dirigido por ela, recebeu o Prêmio HQ-Mix de 2000 como "Melhor adaptação de quadrinhos para outro meio de expressão", se tornando um grande êxito, com exibições não só em nosso país (em TV a cabo e aberta), mas também na França, Portugal, Espanha, Bélgica, Polônia e muitos outros países. Em 2004, Marisa começou a trabalhar com Will Eisner em uma nova versão para o público americano, traduzindo os balões e dublando a narração para o inglês. Desde 2008, esta versão está disponível nos EUA, distribuída pela Image Entertainment
A versão brasileira chegou ao mercado de DVD em 2011 e está disponível através de sua distribuidora - Rob Digital - e também nas melhores lojas do ramo.
Esse primeiro documentário deu origem à série Profissão Cartunista, que abordou a vida e a obra de outros mestres dos quadrinhos: Jerry Robinson, Henfil e Ziraldo.
Henfil em Profissão Cartunista
Primeiro artista brasileiro a ser retratado na série Profissão Cartunista, Henfil teve uma curta porém prolífica carreira que está reunida no acervo mantido por seu filho, Ivan, que agrega um total de 15.000 originais.
Dirigido por Marisa Furtado de Oliveira, Henfil em Profissão Cartunista (vencedor do Prêmio HQ-MIX em 2003) retrata, através da trajetória pessoal e profissional deste artista incomum, um importante período da história do Brasil, pois Henfil se inicia profissionalmente na Revista Alterosa de Belo Horizonte em 1964, mesmo ano do golpe militar. Transfere-se para o Rio de Janeiro e logo estoura com tremendo sucesso no Pasquim. A partir daí até o ano de sua morte 1988, empreende uma luta feroz contra a ditadura militar driblando a censura e participa intensamente com seus incríveis personagens de historias em quadrinhos, em campanhas a favor dos trabalhadores, dos oprimidos, da anistia e das eleições diretas para presidente.
Realizado nos anos de 2000 a 2002, 14 anos após a morte do artista, o documentário é narrado na voz do próprio Henfil, graças aos apoios conseguidos do Museu da Imagem e do Som do RJ e da Rádio Jornal do Brasil, que cederam entrevistas gravadas em áudio pelo artista num total de 5 horas. A Scriptorium remasterizou este material de maneira a torná-lo menos ruidoso, e editou a voz do artista, cobrindo-as com animações feitas sobre originais do autor, os animatuns.
Ambientados pela trilha sonora original composta por Paulo Serran, canções de Chico Mário irmão de Henfil, e a versão de Elis Regina de "O Bêbado e a Equilibrista" de João Bosco e Aldir Blanc, vários amigos e colegas de Henfil, tais como Zico, os cartunistas Ziraldo, Jaguar, Laerte e Glauco, os jornalistas Zuenir Ventura e Tárik de Souza, o escritor Roberto Drummond, entre outros, ajudam a recontar a época vivida no Brasil de então, e a história deste grande artista brasileiro.
Entrevistados:
Claudius • Glauco • Ivan C. de Souza • Jaguar • Laerte • Marcia R. Prado • Miguel Paiva • Nilson • Roberto Drummond • Rossana Baccarin • Tanda Oliveira • Tárik de Souza • Will Eisner • Zico • Ziraldo • Zuenir Ventura